3 lições do Espiritismo para o Dia de Finados

O segundo dia de novembro é tradicionalmente destinado às comemorações do “Dia de Finados” – tradição antiga, presente em várias civilizações e que demonstra o sentimento inato de que “algo” sobrevive à morte física – para os adeptos da Doutrina Espírita, esse “algo mais” que sobrevive ao fim do corpo físico é o Espírito.

Como essa data costuma mexer com as emoções daqueles que passaram pela experiência de perda de entes queridos, elaboramos 3 lições do Espiritismo para o Dia de Finados – todas elas pautadas na mensagem deixada pelo professor francês Allan Kardec. Esperamos que assim, a data seja menos melancólica.

1 – Não existe perda, só separação momentânea

O amor cria laços indestrutíveis e os Espíritos que se amam verdadeiramente voltarão a se encontrar um dia.

A perda de entes queridos, portanto, não existe. O que ocorre é uma separação momentânea causada pela extinção da vida corporal, levando o Espírito imortal a retornar ao mundo espiritual, sua pátria de origem.

Assemelha-se a um viajante que, após um período desfrutando de seu destino de viagem, retorna ao seu lar.

2 – A vida prossegue, em ambos os lados

Não importa qual o lado, se no plano espiritual ou na vida corporal, a vida prossegue e os Espíritos continuam sua jornada de aprendizado rumo à perfeição.

Por mais que a saudade doa – e ela é doída mesmo -, a melhor alternativa é aceitar o passamento do ente querido. O período de luto é natural, mas não pode impedir que a pessoa encarnada continue com sua rotina de trabalho, estudo, vida social e outras atividades que fazem parte de seu dia a dia.

O desencarnado pode captar os sentimentos de tristeza (ou revolta) dos que ficaram na Terra, o que não é positivo para aquele que retornou ao plano espiritual.

A melhor saída é mesmo a aceitação e com os ensinamentos do Espiritismo o Dia de Finados, como todos os demais, fica muito mais leve – em casos de extrema dificuldade em aceitar a “perda” de entes queridos, considere buscar apoio especializado.

3 – É possível receber “notícias” de quem partiu

A dor sentida no Dia de Finados – e em outros dias – é proveniente da saudade, mas também do desejo de notícias da pessoa querida. E isso é possível.

Quando falamos em notícias do ente querido que partiu, talvez o pensamento mais comum seja uma mensagem obtida através da psicografia. Esse é mesmo um caminho possível, quando se busca uma Casa Espírita que respeite os preceitos da Codificação e tenha um trabalho de psicografia idôneo.

Mas essa não é a única maneira de ter notícias. No momento de emancipação da alma – quando o corpo dorme e a alma fica livre – pode acontecer um encontro com o ente querido desencarnado. Nesses casos, é comum que o encontro seja lembrado como um sonho.

Dia de Finados segundo o Espiritismo

Seja no Dia de Finados, seja em outros dias quando a saudade apertar, o melhor remédio é lembrar os momentos felizes passados ao lado da pessoa amada. Mas, para isso, é preciso aproveitar ao máximo a convivência com todos os que nos são caros.

Assim, quando chegar o momento da despedida – temporária, vale a pena frisar – não haverá culpas ou arrependimentos.

O conhecimento da Doutrina Espírita é altamente consolador ao demonstrar a sobrevivência do Espírito após a morte do corpo físico e afirmar que o reencontro dos seres que se amam é fatal.

O Dia de Finados segundo o Espiritismo é uma data para relembrar os que partiram. Não com revolta, mas com aquela saudade boa de quem sabe que não houve um adeus, mas sim um “até logo”.

E, você, sentiu-se confortável ao ler este blog post? Então compartilhe com alguém que está sentindo saudades de um ente que partiu. E, claro, acompanhe as novidades em nosso blog.

Jornalista e escritora, é integrante do CE Gabriel Ferreira, participa da USE Distrital Vila Maria desde 2000. É criadora e coordenadora do projeto: “Comece pelo Comecinho” e autora do livro: “Comece pelo Comecinho – Educação Espírita Infantojuvenil: uma proposta de trabalho”, pela editora O Clarim.

Natural do Rio de Janeiro (RJ) e radicado há muitos anos em Florianópolis (SC), Marcelo Henrique se tornou espírita em 1981, vindo do catolicismo. É Secretário Executivo da Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo (ABRADE) e presidente da Associação dos Divulgadores do Espiritismo de Santa Catarina (ADE-SC), assim como do Centro Cultural Espírita Herculano Pires, em São José (SC). Também é delegado da Confederação Espírita Pan-Americana (CEPA), associado da Associação Brasileira de Amigos e Delegados da CEPA (CEPA-Brasil), do Centro de Pesquisa e Documentação Espírita (CP-Doc) e da Associação de Estudos e Pesquisas Espíritas da Paraíba (ASSEPE). Atua, ainda, como representante da ABRADE, no Fórum das Entidades Especializadas de Âmbito Nacional, junto à Federação Espírita Brasileira. É Editor-Chefe da Revista Espírita HARMONIA, um periódico eletrônico e, como escritor e articulista, tem artigos e pesquisas em diversos sites, assim como é autor de “Túnel de Relacionamentos” (Ed. EME) e “Alteridade: a diferença que soma” (Ed. INEDE).

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